O Relatório de Impacto à Proteção de Dados Pessoais (RIPD) é o documento que a LGPD prevê para operações de tratamento de dado que apresentem risco às liberdades civis e direitos fundamentais — projetos de scraping em maior escala se enquadram nessa categoria.

Estrutura básica de um RIPD

  1. Descrição do tratamento: quais dados são coletados, de onde, e com qual finalidade específica;
  2. Base legal: qual dispositivo da LGPD ampara o tratamento (legítimo interesse, dado manifestamente público, etc.);
  3. Avaliação de necessidade: por que essa coleta é necessária para o objetivo, e não há alternativa menos invasiva;
  4. Riscos identificados: possibilidade de reidentificação, uso indevido, vazamento;
  5. Medidas de mitigação: anonimização, controle de acesso, prazo de retenção definido.

Quando vale documentar formalmente

Mesmo quando não obrigatório, documentar esse racional internamente é uma boa prática — protege a empresa numa eventual auditoria e força a equipe a pensar nos riscos antes de simplesmente começar a coletar dado.

Veja o checklist complementar em checklist de conformidade para projetos de scraping.